sexta-feira, 26 de setembro de 2008

ATA DO DIA 22/09/08

Ata da reunião da RODA de FOMENTO - São Paulo, 22 de setembro de 2008.

Local: Cooperativa Paulista de Teatro.

Presentes:

André (Coletivo Dolores)
Sidney Nunes ( Cia. Estável)
Edmundo (Cia. ATP)
Graça Cremon
Leandro (Núcleo do 184)
Lígia (Cia. ATP)
Luiz Calvo (Cia. Quase Cinema)
Osvaldo Pinheiro (Cia. Estável)
Marília (Cia. Fábrica)
Ney Piacentini (CPT)
Reinaldo (Cia. Triptal)
Renata (Miolo)
Renata (Cia. Antropofágica)
Rudifran (Redimunho).

Pautas:
- Verba “sobra” do fomento;
- Seminário: dias 22 e 23 de novembro;
- Encontro com Marta Suplicy;
- Encontro com última comissão do Fomento: dia 24, na Antropofágica, às 20h.

Movimentos:
Começamos constatando a ausência de representantes do Redemoinho e do MTR tanto na reunião quanto nas “conversas” por emails. Depois a Renata (Cia. Do Miolo) chegou e falou que a Redemoinho no momento está discutindo questões de âmbito nacional, não conversaram sobre a ausência nas discussões do seminário e a Graça disse que o MTR traria uma posição na próxima reunião, por enquanto a Roda segue assumindo a reunião e as pautas.
Considerações foram feitas pela Graça sobre essa aparente falta de interesse das pessoas e sobre a relevância de se realizar o Seminário num momento de refluxo, onde os mesmos de sempre falariam as mesmas coisas que muitos de nós já ouviram.
Marília ponderou que momentos de refluxo podem servir pra se fazer formação visando a qualidade. E que focaríamos a formação para as pessoas que estão chegando, pra abarcar os novos, pra formação da categoria.
Osvaldo reiterou a importância de se realizar o seminário devido ao empenho de meses em reuniões e depois não dar em nada.
Marília enfatizou a necessidade da categoria se organizar.

Livro da Iná:
Pensou-se também na importância de lançar o livro da Iná no Seminário. O que abriu a discussão sobre a verba do Fomento, porque uma das idéias era publicar mil ou 3 mil exemplares, mas eles não aceitam liberar o dinheiro pra bancar o livro da Iná.
Graça relatou a dificuldade nas relações com a secretaria nas discussões sobre esta verba. Que ela tem a impressão que eles tratam a grana como se fosse deles.
Marília suscitou bancarmos uma briga política caso continuem se recusando a repassar-nos a verba pra publicar o livro da Iná, denunciando-os publicamente, mobilizando a categoria em torno disso.
Ney ponderou que mesmo que não houvesse uma questão política (não concordam com a pesquisa), eles podem contestar juridicamente a proposta do livro porque deveria ser aprovada por uma banca, dentre outros livros.

Verba:
Cálculo: dos trezentos e poucos mil, cento e trinta só sairiam por decreto. No final das contas teríamos R$ 94.684,00. Ainda assim é o que está em discussão com a secretaria.
O Ney disse que enviou uma carta à Secretaria sobre o assunto.
Já tínhamos tirado uma comissão (Osvaldo, Marília, Reinaldo e Graça) pra ir à reunião com a Secretaria quando no meio da reunião a Graça recebe um telefonema dizendo que é pra enviar até amanhã o orçamento detalhado pra secretaria.
Fizemos então uma estimativa de orçamento.
A Graça ficou de detalhar a partir dos orçamentos que o Ney Piacentini já tinha e caso seja necessário a pré-comissão (Osvaldo, Marília, Graça e Reinaldo) irá até a secretaria.

Orçamentos:
Edição do vídeo que vai ser orçado com a Ação Educativa.
Renata (Miolo) também citou o Mastrocolla.
Pra roteirista se pensou na Lua Gabanini (Bartolomeu), dentre outros.

Orçamento do Seminário (estimativa)
Palestrantes convidados
4 mesas x 3 por mesa x R$ 500
R$ 6.000,00
Mediador mesa
4 mesas x R$ 250
R$ 1.000,00
Produtor

R$ 2.000,00
Material gráfico

R$ 1.000,00
Despesas gerais
café, água, copos
R$ 200,00
Equipamento de som
2 dias
R$ 2.000,00
Vídeo (50 minutos)
registro, edição
R$ 3.500,00
TOTAL

R$ 15.700,00


Orçamento Geral para Prefeitura (estimativa partindo dos R$ 94.684,00)
Seminário
R$ 15.700,00

Livro Iná (3 mil exemplares)
R$ 23.460,00
ou então reduzir pra mil exemplares
Pesquisa
R$ 35.000,00
ou pagar apenas a primeira parcela
Vídeo (edição e roteiro)
R$ 20,000,00
provavelmente não é suficiente
TOTAL
R$ 94.684,00



Seminário
Alguns nomes foram levantados, fecharemos na próxima reunião 3 pessoas por mesa.

Mesa 1 - Panorama Teatro Paulistano
Beth Néspoli
Valmir Santos
Eduardo Tolentino
Silvinha Fernandes
Luís Fernando Ramos

Mesa 2 - Apresentação de grupos
Moreira
Antonio Araújo
Tiche Viana
Sérgio de Carvalho
Sebastião Milaré
Henrique Dias
Renato Ferracini (LUME)
Grupo Escambo (Fortaleza)
e outros grupos de fora do estado

Mesa 3 - Cultura e Estado
Chico de Oliveira – Contato: Renata (Antropofágica)
Iná Camargo – Contato: Marília
Teixeira Coelho
Calil

Mesa 4 - Formas de organização
Ricardo Antunes
Paul Singer
Fábio Sanchez
Maria Cecília Pereira


Informes:
- MTR: Estão ocupados organizando um seminário nacional e alguns não acham que as discussões deste fórum estão sendo produtivas;
- REDEMOINHO: Estão muito ocupados com as questões nacionais do movimento;
- Encontro com Nabil: segunda, dia 29 às 20h, no Teatro Commune (Consolação).

Próximo encontro da RODA de FOMENTO:
Segunda, dia 29 de setembro, às 14h - na Cooperativa Paulista de Teatro.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CIA. ESTÁVEL DE TEATRO

A Cia Estável de Teatro, surge em 2000, após a extinção de um grupo teatral do ABC paulista. Os egressos deste núcleo formaram a Cia. Estável, que desde então passou a desenvolver trabalhos objetivos e fundamentados na busca de uma linguagem teatral que melhor se adequasse aos anseios e ideais da companhia. Neste mesmo ano ganha a ocupação do Teatro Municipal "Flávio Império", com o projeto "Amigos da Multidão", que visa trazer cultura à comunidade e selar um compromisso com a região em relação a arte, ao teatro e à cidadania, tendo como alicerces a didática e os resultados de sua pesquisa artística, coroando este projeto com um espetáculo/homenagem ao cenógrafo, diretor, arquiteto e artista plástico Flávio Império. Em 2002 é contemplada com o "Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo" com o projeto de continuidade no teatro Flávio Império até 2004 e recebem o "Prêmio Especial Qualidade Brasil" pelo projeto sociocultural "Amigos da Multidão". Em fevereiro de 2003 participa da "Mostra São Paulo " no Teatro Municipal de São Paulo, com a peça "Flávio Império- Uma celebração da vida". Hoje, além de prosseguir com os trabalhos beneficiados pela Lei de Fomento, investe na carreira de seu espetáculo infantil "Incrível Viagem" - que também faz parte do projeto "Formação de Público" da Secretaria Municipal de Cultura - e segue sua pesquisa em torno do teatro popular e do circo, aplicada a seus mais recentes projetos: Quem casa, quer casa, de Martins Penna e Circo Estável, que engloba toda a pesquisa para o conjunto de ações que serão desenvolvidas em 2004.

CIA. KIWI DE TEATRO

A Kiwi Companhia de Teatro surgiu em 1996, em Curitiba. Nestes onze anos produziu uma quinzena de montagens teatrais.

Além de espetáculos, a Companhia realizou leituras dramáticas de autores como Beckett, Kafka, Hilda Hilst, Elfriede Jelinek e Heiner Müller e organizou cursos, oficinas e debates sobre a encenação e a dramaturgia contemporâneas. Um dos objetivos do grupo responde à necessidade de, simultaneamente, fazer e pensar o teatro.

Os espetáculos da Companhia foram apresentados em diversas cidades do país por meio de parcerias com instituições como o SESC (São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro), Itaú Cultural, Aliança Francesa e Cultura Inglesa, ou por convite de festivais de teatro (Recife, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Riocenacontemporânea, Blumenau, Florianópolis etc.).

A Companhia é formada por quatro componentes fixos (Fabio Salvatti, Fernanda Azevedo, Fernando Kinas, Márcia Bechara), e tem a colaboração de vários artistas que acompanham a trajetória da Companhia há vários anos: Marina Willer e Paulo Emílio (programadores visuais), Clóvis Inocêncio (ator e iluminador), Fernando Marés (cenógrafo e figurinista) e Gavin Adams (vídeo-artista).

CIA. ENGENHO TEATRAL

O Grupo, O Projeto

Desde 1993 o Engenho abandonou o circuito tradicional do teatro em São Paulo e passou a trabalhar na periferia da cidade, junto a uma população tradicionalmente excluída. Para isso, construiu um teatro móvel com equipamentos e condições para o exercício profissional; recebe o público em geral e escolas públicas, igrejas, organizações locais; não cobra ingressos e evita uma relação comercial direta com seus espectadores; realiza mostras de arte com a população local.

Essa prática chamada Engenho Teatral, com mais de 175 mil espectadores, 750 entidades atendidas, 8 mostras de arte com moradores das zonas leste, oeste, norte e sul é a base para a criação dos espetáculos:

– O que procuramos é uma linguagem que trabalhe os conteúdos ligados a essa realidade e experiência. Mas somos um grupo profissional com formação universitária que não pretende retratar ou fazer a crônica da periferia nem ser porta-voz dessa realidade. Fazemos teatro, espetáculos. Agora mesmo, aqui no Tatuapé, temos basicamente moradores de classe média. O que a realidade desse mundo, portanto de incluídos na produção e no consumo, tem a ver com a população de São Miguel, Cidade Tiradentes ou das bordas de São Mateus, que também traremos ao teatro? Periferia, como o próprio nome diz, só pode ser periferia de algum centro e só se define nessa relação. O que Guaianazes tem a ver com a globalização e os marginais e marginalizados com a gente? Isso nos interessa: teatralizar essas questões que nos inclui a todos e não apenas como relações socais, culturais, sentimentais, mas a partir da base material, econômica e de seu discurso ideológico que tudo encobre e esconde – explica Luiz Carlos Moreira, diretor do grupo.

CIA. UNIÃO E OLHO VIVO

O Teatro Popular União e Olho Vivo é uma companhia paulista de teatro popular fundada na década de 1970. É um dos mais antigos grupos de teatro não profissional do Brasil e tem objetivo de se apresentar para as comunidades carentes da grande São Paulo atingindo um público estimado de três milhões de pessoas. Suas encenações se inspiram na arte popular brasileira : o carnaval; o bumba meu boi; o circo; o futebol; a literatura de cordel.

Fundado como Teatro do Onze, em 1972, dentro do Centro Acadêmico XI de Agosto dos alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo, teve como seu primeiro espetáculo O Evangelho Segundo Zebedeu de César Vieira, dirigido por Silnei Siqueira, utilizando um circo montado no Parque Ibirapuera.

Sua segunda montagem foi Rei Momo 1973 inspirado nas escolas de samba, contando com membros de outro grupo de teatro popular paulista o Grupo Casarão, quando se afastam definitivamente do Onze de Agosto se tornando uma companhia amadora itinerante.

César Vieira, seu principal líder, é o nome artístico de Idibal Piveta, um importante advogado paulista de presos políticos, durante o período da ditadura militar brasileira, sendo também o dramaturgo dos espetáculos da companhia.

O grupo utiliza como sede, há 25 anos, um galpão no bairro do Bom Retiro, cidade de São Paulo, Brasil, situado na Rua Newton Prado, 766 com capacidade de receber 120 pessoas.



GEORGETE FADEL

A obra que se instala dentro do público.

A obra que acontece dentro de qualquer homem.

Artista: o que provoca. O que provoca a vida.

O que, do mundo da arte, resgata a vida.

O retorno à vida.

Teatro: realce da vida.

Sede do homem de buscar entender: Quem sou eu?

O teatro que revela da natureza o invisível.

Que nos sabemos estar lá, mas é invisível.

Que reforça a fé no poder divino do homem.

De construir a felicidade: a vida que se quer.

Uma vida naturalmente poética, 24 horas por dia.

A Cia. São Jorge, com simplicidade,

convida quem assiste a dançar, pensar, sentir e opinar.

Temos percebido como é fácil fazer o brasileiro sorrir,

entender, refletir, querer transformar.

A Cia. São Jorge é composta por artistas jovens e cheios de força,

para a maravilhosa empreitada de lançar ar e água no terreno,

às vezes, duro e seco do cotidiano do homem de hoje.

Trazemos conosco a cada apresentação,

a esperança indestrutível num mundo melhor,

fruto de um contato mais amoroso e honesto entre os homens.

E o teatro é para nós, o potencializador dessa esperança.


GEORGETTE FADEL

CIA. SÃO JORGE DE VARIEDADES

Histórico

Projeto coletivo, criado em 1998, com integrantes da Escola de Arte Dramática e da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - EAD/ECA/USP. O grupo visa estabelecer, por meio de investigações permanentes, um processo de lapidação da cena bruta, se utilizando de artifícios e procedimentos simples e artesanais. A base estética da companhia se apóia manifestações ritualísticas de canto e dança, mantendo como referência paralela as religiões afro-brasileiras. A dramaturgia tem como tema principal a discussão de questões éticas inerentes à diversidade e os paradoxos da cultura brasileira, desde sua formação, da colonização à contemporaneidade.

Estréiam com o espetáculo Pedro o Cru, em 1998, uma montagem amadora do poema dramático do escritor português António Patrício, cuja a intenção é refletir sobre a herança do romantismo e da melancolia lusitanos. No espetáculo Um Credor da Fazenda Nacional, 1999, resgatam a obra do autor José Joaquim de Campos Leão Qorpo-Santo.

No comentário sobre os destaques da edição de 2000, na mostra paralela do Festival de Curitiba, o crítico Nelson de Sá escreve: "De São Paulo, a surpresa foi Um Credor da Fazenda Nacional, de Qorpo-Santo, autor brasileiro que provavelmente jamais seria apresentado na mostra oficial e que recebeu de Georgette Fadel uma encenação à altura de seu desvario".1

A partir de 2001, o grupo reforça seu vínculo com a cidade, ocupando por dois anos o Teatro de Arena, local em que, em parceria com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, o Grupo Teatral Isla Madrasta e a Companhia Bonecos Urbanos, desenvolve o projeto Harmonia na Diversidade. Nesse ano, encena Biedermann e Os Incendiários, de Max Frisch. A peça, segundo a concepção dos criadores, nos leva a refletir sobre como os mecanismos de alienação minam a capacidade de mudança dos homens.

O grupo se preocupa com a função social da arte e suas possibilidades, e se envolve com iniciativas públicas para pessoas em situação de rua, como a Oficina Boracea e o Albergue Canindé, entre 2002 e 2004. Nesse contexto, nasce As Bastianas, a partir da coletânea de contos de Gero Camilo, sob direção de Luís Mármora. São histórias do cotidiano de mulheres de uma aldeia no sertão nordestino, impregnadas de religiosidade e que falam da criação, da luta pela terra e da vontade humana de amor, sabedoria e sossego.

A companhia é contemplada pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro, em 2002, e produz, desde 2003, o fanzine, São Jorges - canal de interlocução de uma geração que deve ser estimulada a contracenar com a cidade de outra maneira.