Presentes:
SIDNEY NUNES (Cia.Estável)
RUDY (Redimunho)
GRAÇA CREMON (MTR)
OSWALDINHO (Cia. Estável)
LUIZ CALVO (Quase cinema)
FILIPE BRANCALIÃO (Humbalada)
DORBERTO CARVALHO (Insurgente)
PAUTA
1) Data do encontro com a comissão da XIV edição do fomento.
2) Pauta do encontro.
3) Reunião com a Diretora do DEC - SMC - Sra. Branca
4) Pauta da reunião com a diretora do DEC
- Foi concenso na Roda do Fomento que a reunião fosse realizada no dia 28/04/09 no espaço Teatro Coletivo na Rua da Consolação, confirmado pelo Rudy para as 19:30 hs.
- A pauta do encontro se baseará no parecer da comissão, que dá margem a uma extensa discussâo no nosso entendimento.
- O parecer será disponibilizado para todos os convidados, estamos providenciando isso através da SMC via e-mail e no blog da Roda.
- A reunião com a diretora do DEC se pautara pela continuidade da conversação anteriormente estabelecidade com o SR. Rubens de Moura sobre os seguintes pontos:
1) Construção de 4 seminários para a politização do ator, desde que possamos pautar e determinar o formato.
2) Criação de uma agenda comum dos grupos fomentados ou que enviaram projetos.
3) Criação do filme da Roda com o material já disponível.
Obs; A data do próximo encontro da Roda acontecerá no dia 22/04 as 11:00 hs.
SIDNEY NUNES
segunda-feira, 20 de abril de 2009
ATA DE 09 DE ABRIL DE 2009
Encontro Roda do Fomento (11h – Coop. Pta. Teatro)
Presentes:
Sidney Nunes (Estável)
Osvaldo (Estável)
Filipi Brancalião (Humbalada)
Patrícia (Folias)
Dorberto (Insurgente)
Luiz Calvvo (Quase Cinema)
Cia. Caldeirão
Pauta
- Avaliação da participação da RODA no Movimento 27 de MARÇO;
- Preparação do encontro com a comissão julgadora da ultima edição do Fomento.
O Osvaldinho abriu os trabalhos colocando um panorama de como vinham ocorrendo os encontros da Roda, já que a maior parte dos presentes era de pessoas que não costumam freqüentar os encontros.
Foi realizada uma breve avaliação dos acontecimentos (ocupação, cartas, etc.) do Movimento 27 de Março através de uma contextualização de como havia surgido na Roda à idéia de ocupação pela proposição do Ney Piacentini em um dos encontros da Roda no inicio do Mês de fevereiro, vale ressaltar que essa proposição foi discutida pelos presentes até que se chegasse à concordância e se tirasse os encaminhamentos para os próximos passos. A partir desse momento foi possível esclarecer o desenrolar dos fatos que culminaram no Movimento e nas ações acima citadas.
Após uma discussão onde foi possível a maioria das pessoas exporem suas opiniões e fazer suas considerações entendemos que assunto era muito amplo e devia ser tratado no espaço adequado que são os encontros do Movimento 27 de Março, e como já tínhamos maiores esclarecimentos dos fatos deveria ser dado seqüência na pauta.
No que se refere ao encontro com a comissão, levantamos as questões do número de contemplados na ultima edição e também ressaltamos o empenho da comissão diante das investidas da Secretaria de Cultura que a todo custo tentou reduzir o montante da verba para esta edição. Foi levantada uma série de questões relativas aos projetos aprovados e também no que diz respeito aos cortes, as discussões giraram em torno dos critérios utilizados para realizar esses cortes e até no que dizia respeito aos critérios de aprovação. Para não ficarmos levantando acusações injustas relembramos de como foi o primeiro encontro com a comissão e também sobre as sugestões dos presentes (indicativo de corte não superior a 20%, considerar o trabalho desenvolvido pelos proponentes sem se deixar impressionar pela apresentação do projeto, etc.). Por fim tentamos elencar alguns pontos norteadores do encontro com a comissão tais como: 1) Critérios utilizados para avaliação e aprovação dos projetos, 2) Critérios utilizados para realização dos Cortes, 3) Relato de como foi à dinâmica de “negociação” utilizada pela comissão nas negociações com a Secretaria, bem como sobre o processo de trabalho.
Conseguimos ainda tirar como data indicativa para o encontro o dia 27 de abril (segunda-feira) às 19h e levantamos possíveis locais para realização do encontro (Coletivo, 184, Parlapatões, Eureka, Feijão), os quais entraremos em contato para verificar a disponibilidade. Foi tirado como indicativo que mesmo sem ter o espaço definido Sidney Nunes já entraria em contato com a comissão para verificar se estavam disponíveis para essa data. Ainda falamos brevemente sobre o parecer elaborado pela comissão e ficamos de enviar a todos e deixar disponível no dia para que todos tenham o acesso e também possuam elementos para a conversa com a comissão.
Ficou acertado que o próximo encontro da RODA será no dia 13-abril na Coop. Pta. Teatro as 11h, para que possamos dar prosseguimento a preparação do encontro com a comissão.
São Paulo, abril de 2009.
Luiz Calvvo
Presentes:
Sidney Nunes (Estável)
Osvaldo (Estável)
Filipi Brancalião (Humbalada)
Patrícia (Folias)
Dorberto (Insurgente)
Luiz Calvvo (Quase Cinema)
Cia. Caldeirão
Pauta
- Avaliação da participação da RODA no Movimento 27 de MARÇO;
- Preparação do encontro com a comissão julgadora da ultima edição do Fomento.
O Osvaldinho abriu os trabalhos colocando um panorama de como vinham ocorrendo os encontros da Roda, já que a maior parte dos presentes era de pessoas que não costumam freqüentar os encontros.
Foi realizada uma breve avaliação dos acontecimentos (ocupação, cartas, etc.) do Movimento 27 de Março através de uma contextualização de como havia surgido na Roda à idéia de ocupação pela proposição do Ney Piacentini em um dos encontros da Roda no inicio do Mês de fevereiro, vale ressaltar que essa proposição foi discutida pelos presentes até que se chegasse à concordância e se tirasse os encaminhamentos para os próximos passos. A partir desse momento foi possível esclarecer o desenrolar dos fatos que culminaram no Movimento e nas ações acima citadas.
Após uma discussão onde foi possível a maioria das pessoas exporem suas opiniões e fazer suas considerações entendemos que assunto era muito amplo e devia ser tratado no espaço adequado que são os encontros do Movimento 27 de Março, e como já tínhamos maiores esclarecimentos dos fatos deveria ser dado seqüência na pauta.
No que se refere ao encontro com a comissão, levantamos as questões do número de contemplados na ultima edição e também ressaltamos o empenho da comissão diante das investidas da Secretaria de Cultura que a todo custo tentou reduzir o montante da verba para esta edição. Foi levantada uma série de questões relativas aos projetos aprovados e também no que diz respeito aos cortes, as discussões giraram em torno dos critérios utilizados para realizar esses cortes e até no que dizia respeito aos critérios de aprovação. Para não ficarmos levantando acusações injustas relembramos de como foi o primeiro encontro com a comissão e também sobre as sugestões dos presentes (indicativo de corte não superior a 20%, considerar o trabalho desenvolvido pelos proponentes sem se deixar impressionar pela apresentação do projeto, etc.). Por fim tentamos elencar alguns pontos norteadores do encontro com a comissão tais como: 1) Critérios utilizados para avaliação e aprovação dos projetos, 2) Critérios utilizados para realização dos Cortes, 3) Relato de como foi à dinâmica de “negociação” utilizada pela comissão nas negociações com a Secretaria, bem como sobre o processo de trabalho.
Conseguimos ainda tirar como data indicativa para o encontro o dia 27 de abril (segunda-feira) às 19h e levantamos possíveis locais para realização do encontro (Coletivo, 184, Parlapatões, Eureka, Feijão), os quais entraremos em contato para verificar a disponibilidade. Foi tirado como indicativo que mesmo sem ter o espaço definido Sidney Nunes já entraria em contato com a comissão para verificar se estavam disponíveis para essa data. Ainda falamos brevemente sobre o parecer elaborado pela comissão e ficamos de enviar a todos e deixar disponível no dia para que todos tenham o acesso e também possuam elementos para a conversa com a comissão.
Ficou acertado que o próximo encontro da RODA será no dia 13-abril na Coop. Pta. Teatro as 11h, para que possamos dar prosseguimento a preparação do encontro com a comissão.
São Paulo, abril de 2009.
Luiz Calvvo
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
ATA DO DIA 16/02/09
Ata da Roda de Fomento ao Teatro
Elaborada por Luiz Calvvo
São Paulo, 16 de fevereiro de 2009.
Os presentes:
Adriana (Fabrica),
Renata (Antropofágica),
Osvaldo (Estável),
Sidney Nunes
Dorberto (Insurgentes),
Luiz Calvvo (Quase Cinema).
O encontro teve como tema principal à organização para as manifestações do dia 27 de março. De inicio foi levantado o que pretendíamos com as manifestações e começamos a pensar em um tema geral que pudesse abarcar a classe de trabalhadores (músicos, técnicos, atores, diretores, palhaços, circenses, etc.) da área cultural, que de alguma forma estão relacionados também com o teatro.
As discussões giraram em torno da situação de trabalho precário que temos hoje como realidade, resgatamos a fala do companheiro “Paulo ou Pedro” que na reunião anterior levantou o fato da impossibilidade de conseguirmos financiamento junto a CEF e até mesmo realizar um tratamento dentário decente. Assim como foi consenso para o grupo, acreditamos que toda a classe trabalhadora sabe disso, más acaba por não se manifestar e se cala diante das pancadas, que não são poucas.
Quanto as pancadas, listamos algumas como a questão da falta do edital do Fomento a Dança e possível cancelamento da edição, os editais de Ocupação dos Teatros Distritais (que a maioria vai entrar em reforma!!!) e o do Vocacional (Musica, Dança e Teatro) que sofreu cortes orçamentários e está passando por um processo bem burocrático e arrastado que só fará reduzir o tempo de trabalho e prorrogar a aplicação da verba. Foram muitos os problemas levantados e sabemos que não vai ser fácil lidar com eles, daí a necessidade de nos organizarmos para fazer frente a BÁRBARIE que se anuncia. Tivemos também a oportunidade de levantar alguns programas que já tivemos e que se perderam no meio da burocracia e no jogo político.
Um outro tema que foi levantado foi o fato de os trabalhadores no campo da arte serem privilegiados aos olhos da população em geral (o povão!!!), acreditamos que precisamos nos aproximar deles e se apresentar com todos os nossos anseios e faltas, enfim mostrar o quão excluídos também somos e quem sabe começar a quebrar barreiras existentes. Vale lembrar que um dos objetivos centrais desse ano é a aproximação da grande massa de trabalhadores e movimentos de luta, e assim trabalharmos pela politização da nossa categoria.
Enfim tiramos como tema de nossas manifestações A PRECARIZAÇÃO DOS TRABALHADORES NO CAMPO DAS ARTES, um tema bem geral que será objeto de discussões para aprofundamento e serve para a convocação dos indivíduos e coletivos para organizar as manifestações. O Movimento de Teatro de Rua já se posicionou como parceiro e iremos buscar outros coletivos (Circo, Musica, Dança, Culturas Populares, Etc.).
Temos total apoio da Cooperativa Paulista de Teatro para a realização das convocatórias e também material para as manifestações.
Ficou decidido que para a próxima reunião (dia 02 de março na Cooperativa) será feita uma convocatória de coletivos e indivíduos, por telefone e e-mail, para discutirmos e aprofundarmos as ações do dia 27 de março.
Como fonte de inspiração para nossas manifestações foi sugerida uma música do Duo Moviola que fala dos perrengues para sobreviver como artista.
ESCUTEM URGENTEMENTE!!!
MUITO BOM!!!
Para estimular nossos pensamentos em relação à precarização de nosso trabalho e para estimular a mobilização do 27 de março.
O site é: http://www.myspace.com/duomoviola
A música é: O retrato do artista quando pede.
O próximo encontro da RODA acontecerá segunda-feira dia 02 de março de 2009 às 11h na Cooperativa.
Portanto nós da RODA DO FOMENTO AO TEATRO, convocamos a presença de todos os trabalhadores da área cultural a comparecer no dia 02/03/09 na Cooperativa Paulista de Teatro as 11:00 hs, ou enviar representante para a construção da manifestação do dia 27 de Março - Dia Internacional do Teatro e Dia Mundial do Circo.
O que nos move a construir essa manifestação?
- A precarização da Cultura
- A precarização do trabalho
Entre tantas outras coisas, dentro do tema tragam suas propostas para a organização, conteúdo e formato.
Elaborada por Luiz Calvvo
São Paulo, 16 de fevereiro de 2009.
Os presentes:
Adriana (Fabrica),
Renata (Antropofágica),
Osvaldo (Estável),
Sidney Nunes
Dorberto (Insurgentes),
Luiz Calvvo (Quase Cinema).
O encontro teve como tema principal à organização para as manifestações do dia 27 de março. De inicio foi levantado o que pretendíamos com as manifestações e começamos a pensar em um tema geral que pudesse abarcar a classe de trabalhadores (músicos, técnicos, atores, diretores, palhaços, circenses, etc.) da área cultural, que de alguma forma estão relacionados também com o teatro.
As discussões giraram em torno da situação de trabalho precário que temos hoje como realidade, resgatamos a fala do companheiro “Paulo ou Pedro” que na reunião anterior levantou o fato da impossibilidade de conseguirmos financiamento junto a CEF e até mesmo realizar um tratamento dentário decente. Assim como foi consenso para o grupo, acreditamos que toda a classe trabalhadora sabe disso, más acaba por não se manifestar e se cala diante das pancadas, que não são poucas.
Quanto as pancadas, listamos algumas como a questão da falta do edital do Fomento a Dança e possível cancelamento da edição, os editais de Ocupação dos Teatros Distritais (que a maioria vai entrar em reforma!!!) e o do Vocacional (Musica, Dança e Teatro) que sofreu cortes orçamentários e está passando por um processo bem burocrático e arrastado que só fará reduzir o tempo de trabalho e prorrogar a aplicação da verba. Foram muitos os problemas levantados e sabemos que não vai ser fácil lidar com eles, daí a necessidade de nos organizarmos para fazer frente a BÁRBARIE que se anuncia. Tivemos também a oportunidade de levantar alguns programas que já tivemos e que se perderam no meio da burocracia e no jogo político.
Um outro tema que foi levantado foi o fato de os trabalhadores no campo da arte serem privilegiados aos olhos da população em geral (o povão!!!), acreditamos que precisamos nos aproximar deles e se apresentar com todos os nossos anseios e faltas, enfim mostrar o quão excluídos também somos e quem sabe começar a quebrar barreiras existentes. Vale lembrar que um dos objetivos centrais desse ano é a aproximação da grande massa de trabalhadores e movimentos de luta, e assim trabalharmos pela politização da nossa categoria.
Enfim tiramos como tema de nossas manifestações A PRECARIZAÇÃO DOS TRABALHADORES NO CAMPO DAS ARTES, um tema bem geral que será objeto de discussões para aprofundamento e serve para a convocação dos indivíduos e coletivos para organizar as manifestações. O Movimento de Teatro de Rua já se posicionou como parceiro e iremos buscar outros coletivos (Circo, Musica, Dança, Culturas Populares, Etc.).
Temos total apoio da Cooperativa Paulista de Teatro para a realização das convocatórias e também material para as manifestações.
Ficou decidido que para a próxima reunião (dia 02 de março na Cooperativa) será feita uma convocatória de coletivos e indivíduos, por telefone e e-mail, para discutirmos e aprofundarmos as ações do dia 27 de março.
Como fonte de inspiração para nossas manifestações foi sugerida uma música do Duo Moviola que fala dos perrengues para sobreviver como artista.
ESCUTEM URGENTEMENTE!!!
MUITO BOM!!!
Para estimular nossos pensamentos em relação à precarização de nosso trabalho e para estimular a mobilização do 27 de março.
O site é: http://www.myspace.com/duomoviola
A música é: O retrato do artista quando pede.
O próximo encontro da RODA acontecerá segunda-feira dia 02 de março de 2009 às 11h na Cooperativa.
Portanto nós da RODA DO FOMENTO AO TEATRO, convocamos a presença de todos os trabalhadores da área cultural a comparecer no dia 02/03/09 na Cooperativa Paulista de Teatro as 11:00 hs, ou enviar representante para a construção da manifestação do dia 27 de Março - Dia Internacional do Teatro e Dia Mundial do Circo.
O que nos move a construir essa manifestação?
- A precarização da Cultura
- A precarização do trabalho
Entre tantas outras coisas, dentro do tema tragam suas propostas para a organização, conteúdo e formato.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
ATA DA RODA DO FOMENTO EM 09/02/09
São Paulo, 9 de fevereiro de 2009.
Ata elaborada por Graça Cremon e Egla Monteiro
A Roda do Fomento realizou mais uma vez, o encontro da categoria teatral com a comissão que analisa as propostas a serem contempladas pela Lei de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo.
Este encontro é uma oportunidade do exercício da cidadania, na medida em que tomamos para nós a responsabilidade de garantir que as conquistas previstas na lei possam ser asseguradas. É a possibilidade de, no debate e no confronto da lei com as necessidades dos fazedores e na relação com o público, que é o sentido do teatro que fazemos, aperfeiçoá-la.
Em suma, é o momento em que assumimos a responsabilidade pela condução de uma política cultural pública por meio de nossa participação.
Desta vez o encontro foi com a comissão da décima quarta edição do programa. Aconteceu na Cooperativa Paulista de Teatro. Foi a primeira reunião com esta comissão que avaliará o Fomento em sua primeira edição de 2009. Uma segunda reunião com esta mesma comissão está prevista depois de serem anunciados os contemplados. Desde já convidamos a todos para participarem. A data será divulgada oportunamente.
Os sete membros foram convidados. Cinco compareceram. São eles: Gabriela Rabelo,Cássio Pires, Isaias Almada, Carminda Mendes e Luiz Amorim.
Os outros dois, Tiche Vianna e Evaristo Martins, acolheram o convite e entenderam a importância do encontro, mas devido a compromissos anteriormente assumidos, infelizmente não puderam comparecer.
Ney Piacentini, presidente da CPT, abriu a reunião. Convidou a todos e todas para a entrega do Prêmio CPT de teatro nos Espaço dos Parlapatões, dia 16 de fevereiro, à noite.
Chamou também para apoiarmos a luta dos companheiros do Movimento Mobilização Dança que estão com a Lei de Fomento a Dança ameaçada de não ser cumprida.
Em seguida, falando em nome da Roda, Graça Cremon fez uma breve explanação sobre o Roda do Fomento, dizendo que é um movimento aberto e democrático, e que todos estão convidados a participar e se engajar nesta luta por políticas culturais públicas que atendam as necessidades dos grupos e fazedores de um teatro, que levem em conta as demandas e urgências do mundo contemporâneo na busca por uma sociedade humana, justa e solidária, em diálogo direto com a cidade. As reuniões da Roda acontecem sempre às segundas-feiras, ás 11h ou 14h.Ela apresentou, ainda, à comissão algumas falas recorrentes, trazidas pelos participantes da Roda, que reforçam que a preocupação com o “formato”, com a “aparência” dos projetos, está fazendo com que o Fomento perca, pouco a pouco, sua essência. Neste ponto, Egla Monteiro, falando em nome da Roda, toma a palavra para esclarecer a natureza dessas preocupações. Diz que a originalidade da lei, estava, inclusive, no modo de apresentar os projetos. Ou seja, o grupo, no momento de apresentar seu projeto poderia revelar, já na apresentação, o modo mesmo de procedimentos que o grupo ou núcleo utiliza para pensar seu trabalho artístico. As singularidades até no modo de apresentar, já contemplava a diversidade de modos existentes e não um único, como é padrão no mercado. A gente não tem que pensar em criar uma arte, investir recursos que ainda nem tem, para impressionar, ou descansar os olhos da comissão. As regras devem ser outras. Na medida em que a maioria dos grupos começa a ter a preocupação de apresentar seus projetos com identidade visual, com formatação-padrão, perde-se essa característica de se fazer as coisas na contramão do que nos é exigido pelos PACs, editais, e que de forma alguma, leva em conta nossas especificidades e originalidades, que , aliás, não estão em contradição com o desejo do teatro que queremos comungar com a cidade. A excessiva burocratização que o edital passou a exigir, já foi uma grande perda no sentido da originalidade da Lei também em relação ao modo de apresentar o projeto. Graça Cremon retoma a palavra e passa a apresentar as sugestões que a categoria teatral considera que a comissão deva observar para a análise dos projetos. Estas sugestões são preocupações sempre recorrentes, trazidas pelos grupos nas reuniões da RODA. Os pontos são os seguintes:1 - Que, em essência, quando a Lei foi criada, ela nasceu para atender, justamente, grupos de ação continuada, cujos projetos apresentados deverão estar em relação com suas pesquisas e trajetórias; Grupos de ação continuada não significa que novos grupos que acabaram de se formar não possam ser contemplados. Seus projetos têm que ser de continuidade.
2 - Que o orçamento seja avaliado em relação direta com a proposta e não
desvinculada dela;
3 - Que os cortes, se realmente necessários, sejam de, no máximo, 10%;
4 - Que se a um projeto se exigir corte de 50% de seu valor, este projeto não merece nem ser aprovado;
5 – Que seja observado se o grupo já possui um patrocínio em andamento e quais os valores envolvidos. Percebe-se, às vezes, um mesmo grupo acumulando vários patrocínios e/ou prêmios. Que esse fator possa pesar na avaliação sobre dois projetos muito bons.6 – Que a comissão mantenha o parecer para os projetos que não foram contemplados.7 – Foi lembrado, também, que o Fomento não existe para fazer um rateio entre os grupos, mas sim, para que os melhores projetos sejam contemplados. Sem esquecer que eles devem promover um diálogo necessário com a Cidade de São Paulo. Foram levantadas as seguintes questões para serem postas à comissão: RODA DO FOMENTO.
Luis Carlos Moreira fez considerações completas à respeito do orçamento do fomento. Questionou os valores postos pela SMC no edital, afirmando estarem incorretos. Pediu com urgência que sejam refeitas as contas para que sejam levantados os valores corretos, pois só assim a comissão poderá trabalhar de forma eficaz no sentido da utilização da verba. A prefeitura nos diz que nossos valores estão atualizados, mas, os números que o Moreira nos traz apontam diferenças. O Sidney também completou o quadro com os dados numéricos do tipo: investimentos pagos em 2009 de projetos iniciados nas duas últimas edições do Fomento, ou ainda pendentes.
Precisamos saber o valor atualizado para podermos brigar pelo nosso orçamento inteiro em 2009. Não podemos correr o risco de vermos esse dinheiro voltar na segunda edição.
O Moreira pediu que a Roda do Fomento encaminhasse junta a CPT a atualização dos valores e que, o mais breve possível, déssemos subsídios para que a comissão trabalhe sobre o orçamento correto. O Sidney Nunes ficou de encaminhar.
Isaias Almada, presidente dessa comissão, tentou nos tranqüilizar, pois estará atento a “como” iremos distribuir a verba dessa edição, mas, deixou bem claro que está pessimista em relação ao governo. Mostrou-se afinado com a Roda, bem como todos os membros da Comissão, que concordaram com os pontos colocados.
Falou também sobre os vícios de escrevermos projetos com gorduras esperando os cortes das comissões.
Como os projetos são escolhidos por comparação foi importante observar que se um grupo remunera seu artista com um valor bem menor que outro, não significa que o grupo que remunera melhor seu artista está com gordura. A relação de trabalho implica em relações internas ao grupo e isso acaba se traduzindo em remuneração diferenciada.
Paulo Fabiano retomou as preocupações em relação ao formato dos projetos, já postos por Egla. Criticou o fato de que há uma padronização dos projetos. Pediu que se uma proposta não está clara, mas a idéia é boa, isso deva ser considerado.
Marcos Pavanelli e, também, Dulce Muniz falaram em defesa da maturidade profissional da categoria em relação aos orçamentos sem gordura. Que isso tem sido enfatizado junto à categoria e tem sido um procedimento adotado para os projetos do Fomento.
Um companheiro novo na roda, fez um retrato interessante de como vivemos hoje em dia, nós os artistas. Observou que devemos deixar o glamour da profissão de lado e percebermos a informalidade em que vivemos. Não conseguimos nos organizar minimamente diante da nossa situação profissional. Não somos capazes de financiar o sonho da casa própria, nem conseguimos fazer um tratamento dentário digno. Devemos nos ver mais como trabalhadores que somos.
A fala da Dulce colocou uma importante questão, a da diversidade do teatro que se faz em São Paulo. Ela ratificou a necessidade de que esta diversidade seja considerada na hora da análise dos projetos, pois esta é uma riqueza que não pode deixar de ser levada em conta, sem risco de se ditar um “modelo” para o teatro que deve ser contemplado pelo Fomento.
A Sílvia retomou a questão posta por Paulo Fabiano, por Dulce e por outras pessoas presentes, sobre a questão do modelo de fazer projeto para o Fomento dizendo que é preciso, também, querermos nos capacitar, buscar o conhecimento e que, sim, a despeito disso, os que ainda não sabem fazer, mas têm propostas de interesse para a cidade (citou um grupo de jovens da periferia que realizou um lindo projeto e que tem essa característica de estar começando, com todas as dificuldades de formação e capacitação para fazer um projeto) também devam ser olhados com atenção, para além da escrita, da formatação. Ressaltou, ainda, a labuta de todos nós que ficamos a maior parte do tempo fazendo projetos e trabalhando na produção, até que nossos projetos sejam viabilizados.
A Graça Cremon apontou para que seja observado também como o grupo trabalha a questão da contrapartida social. Muitos entendem por contrapartida oferecer apresentações gratuitas às escolas da rede pública do município, incluindo CÉUS e outros espaços públicos. Entendemos que essa ação realiza migração de recursos da Secretaria de Cultura para a Secretaria de Educação, além de não permitir aos grupos não-fomentados que vendam, ou ainda, participem da programação desses espaços. Essa preocupação está diretamente ligada à não existência de programas que se debrucem sobre a Formação de Público para o Teatro na cidade. O Moreira recorreu à lei para colocar que a seu objetivo é “apoiar a manutenção e criação de projetos de trabalho continuado de pesquisa e produção teatral visando o desenvolvimento do teatro e o melhor acesso da população ao mesmo.” Lembrou, ainda, que um grupo novo pode ser contemplado com o Fomento, desde que comprometido com continuidade.A Gabriela Rabelo trouxe esclarecimentos (praticamente um mimo) sobre a palavra fomentar que, segundo pesquisa feita por ela no dicionário, vinha de friccionar um líquido quente
sobre a pele, e que só depois, tomou o sentido que conhecemos hoje. Para ilustrar, trouxe-nos a pérola: “Se não quis me ouvir, que se fomente!”.Vamos repetir aqui a pérola da Gabi, depois de presenciarmos um debate tão bacana como esse, que nos incentiva a manter a Roda cada vez mais forte, podendo ser capaz de promover estes encontros de pequenas grandes lutas. Então, para os que dizem “Não adianta, as coisas não mudam, não vou perder meu tempo na Roda”, lá vai: “NÃO QUEREM OUVIR...QUE SE FOMENTEM!!!“
O próximo encontro da RODA acontecerá segunda-feira dia 16 de fevereiro de 2009 às 11h na Cooperativa.
Ata elaborada por Graça Cremon e Egla Monteiro
A Roda do Fomento realizou mais uma vez, o encontro da categoria teatral com a comissão que analisa as propostas a serem contempladas pela Lei de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo.
Este encontro é uma oportunidade do exercício da cidadania, na medida em que tomamos para nós a responsabilidade de garantir que as conquistas previstas na lei possam ser asseguradas. É a possibilidade de, no debate e no confronto da lei com as necessidades dos fazedores e na relação com o público, que é o sentido do teatro que fazemos, aperfeiçoá-la.
Em suma, é o momento em que assumimos a responsabilidade pela condução de uma política cultural pública por meio de nossa participação.
Desta vez o encontro foi com a comissão da décima quarta edição do programa. Aconteceu na Cooperativa Paulista de Teatro. Foi a primeira reunião com esta comissão que avaliará o Fomento em sua primeira edição de 2009. Uma segunda reunião com esta mesma comissão está prevista depois de serem anunciados os contemplados. Desde já convidamos a todos para participarem. A data será divulgada oportunamente.
Os sete membros foram convidados. Cinco compareceram. São eles: Gabriela Rabelo,Cássio Pires, Isaias Almada, Carminda Mendes e Luiz Amorim.
Os outros dois, Tiche Vianna e Evaristo Martins, acolheram o convite e entenderam a importância do encontro, mas devido a compromissos anteriormente assumidos, infelizmente não puderam comparecer.
Ney Piacentini, presidente da CPT, abriu a reunião. Convidou a todos e todas para a entrega do Prêmio CPT de teatro nos Espaço dos Parlapatões, dia 16 de fevereiro, à noite.
Chamou também para apoiarmos a luta dos companheiros do Movimento Mobilização Dança que estão com a Lei de Fomento a Dança ameaçada de não ser cumprida.
Em seguida, falando em nome da Roda, Graça Cremon fez uma breve explanação sobre o Roda do Fomento, dizendo que é um movimento aberto e democrático, e que todos estão convidados a participar e se engajar nesta luta por políticas culturais públicas que atendam as necessidades dos grupos e fazedores de um teatro, que levem em conta as demandas e urgências do mundo contemporâneo na busca por uma sociedade humana, justa e solidária, em diálogo direto com a cidade. As reuniões da Roda acontecem sempre às segundas-feiras, ás 11h ou 14h.Ela apresentou, ainda, à comissão algumas falas recorrentes, trazidas pelos participantes da Roda, que reforçam que a preocupação com o “formato”, com a “aparência” dos projetos, está fazendo com que o Fomento perca, pouco a pouco, sua essência. Neste ponto, Egla Monteiro, falando em nome da Roda, toma a palavra para esclarecer a natureza dessas preocupações. Diz que a originalidade da lei, estava, inclusive, no modo de apresentar os projetos. Ou seja, o grupo, no momento de apresentar seu projeto poderia revelar, já na apresentação, o modo mesmo de procedimentos que o grupo ou núcleo utiliza para pensar seu trabalho artístico. As singularidades até no modo de apresentar, já contemplava a diversidade de modos existentes e não um único, como é padrão no mercado. A gente não tem que pensar em criar uma arte, investir recursos que ainda nem tem, para impressionar, ou descansar os olhos da comissão. As regras devem ser outras. Na medida em que a maioria dos grupos começa a ter a preocupação de apresentar seus projetos com identidade visual, com formatação-padrão, perde-se essa característica de se fazer as coisas na contramão do que nos é exigido pelos PACs, editais, e que de forma alguma, leva em conta nossas especificidades e originalidades, que , aliás, não estão em contradição com o desejo do teatro que queremos comungar com a cidade. A excessiva burocratização que o edital passou a exigir, já foi uma grande perda no sentido da originalidade da Lei também em relação ao modo de apresentar o projeto. Graça Cremon retoma a palavra e passa a apresentar as sugestões que a categoria teatral considera que a comissão deva observar para a análise dos projetos. Estas sugestões são preocupações sempre recorrentes, trazidas pelos grupos nas reuniões da RODA. Os pontos são os seguintes:1 - Que, em essência, quando a Lei foi criada, ela nasceu para atender, justamente, grupos de ação continuada, cujos projetos apresentados deverão estar em relação com suas pesquisas e trajetórias; Grupos de ação continuada não significa que novos grupos que acabaram de se formar não possam ser contemplados. Seus projetos têm que ser de continuidade.
2 - Que o orçamento seja avaliado em relação direta com a proposta e não
desvinculada dela;
3 - Que os cortes, se realmente necessários, sejam de, no máximo, 10%;
4 - Que se a um projeto se exigir corte de 50% de seu valor, este projeto não merece nem ser aprovado;
5 – Que seja observado se o grupo já possui um patrocínio em andamento e quais os valores envolvidos. Percebe-se, às vezes, um mesmo grupo acumulando vários patrocínios e/ou prêmios. Que esse fator possa pesar na avaliação sobre dois projetos muito bons.6 – Que a comissão mantenha o parecer para os projetos que não foram contemplados.7 – Foi lembrado, também, que o Fomento não existe para fazer um rateio entre os grupos, mas sim, para que os melhores projetos sejam contemplados. Sem esquecer que eles devem promover um diálogo necessário com a Cidade de São Paulo. Foram levantadas as seguintes questões para serem postas à comissão: RODA DO FOMENTO.
Luis Carlos Moreira fez considerações completas à respeito do orçamento do fomento. Questionou os valores postos pela SMC no edital, afirmando estarem incorretos. Pediu com urgência que sejam refeitas as contas para que sejam levantados os valores corretos, pois só assim a comissão poderá trabalhar de forma eficaz no sentido da utilização da verba. A prefeitura nos diz que nossos valores estão atualizados, mas, os números que o Moreira nos traz apontam diferenças. O Sidney também completou o quadro com os dados numéricos do tipo: investimentos pagos em 2009 de projetos iniciados nas duas últimas edições do Fomento, ou ainda pendentes.
Precisamos saber o valor atualizado para podermos brigar pelo nosso orçamento inteiro em 2009. Não podemos correr o risco de vermos esse dinheiro voltar na segunda edição.
O Moreira pediu que a Roda do Fomento encaminhasse junta a CPT a atualização dos valores e que, o mais breve possível, déssemos subsídios para que a comissão trabalhe sobre o orçamento correto. O Sidney Nunes ficou de encaminhar.
Isaias Almada, presidente dessa comissão, tentou nos tranqüilizar, pois estará atento a “como” iremos distribuir a verba dessa edição, mas, deixou bem claro que está pessimista em relação ao governo. Mostrou-se afinado com a Roda, bem como todos os membros da Comissão, que concordaram com os pontos colocados.
Falou também sobre os vícios de escrevermos projetos com gorduras esperando os cortes das comissões.
Como os projetos são escolhidos por comparação foi importante observar que se um grupo remunera seu artista com um valor bem menor que outro, não significa que o grupo que remunera melhor seu artista está com gordura. A relação de trabalho implica em relações internas ao grupo e isso acaba se traduzindo em remuneração diferenciada.
Paulo Fabiano retomou as preocupações em relação ao formato dos projetos, já postos por Egla. Criticou o fato de que há uma padronização dos projetos. Pediu que se uma proposta não está clara, mas a idéia é boa, isso deva ser considerado.
Marcos Pavanelli e, também, Dulce Muniz falaram em defesa da maturidade profissional da categoria em relação aos orçamentos sem gordura. Que isso tem sido enfatizado junto à categoria e tem sido um procedimento adotado para os projetos do Fomento.
Um companheiro novo na roda, fez um retrato interessante de como vivemos hoje em dia, nós os artistas. Observou que devemos deixar o glamour da profissão de lado e percebermos a informalidade em que vivemos. Não conseguimos nos organizar minimamente diante da nossa situação profissional. Não somos capazes de financiar o sonho da casa própria, nem conseguimos fazer um tratamento dentário digno. Devemos nos ver mais como trabalhadores que somos.
A fala da Dulce colocou uma importante questão, a da diversidade do teatro que se faz em São Paulo. Ela ratificou a necessidade de que esta diversidade seja considerada na hora da análise dos projetos, pois esta é uma riqueza que não pode deixar de ser levada em conta, sem risco de se ditar um “modelo” para o teatro que deve ser contemplado pelo Fomento.
A Sílvia retomou a questão posta por Paulo Fabiano, por Dulce e por outras pessoas presentes, sobre a questão do modelo de fazer projeto para o Fomento dizendo que é preciso, também, querermos nos capacitar, buscar o conhecimento e que, sim, a despeito disso, os que ainda não sabem fazer, mas têm propostas de interesse para a cidade (citou um grupo de jovens da periferia que realizou um lindo projeto e que tem essa característica de estar começando, com todas as dificuldades de formação e capacitação para fazer um projeto) também devam ser olhados com atenção, para além da escrita, da formatação. Ressaltou, ainda, a labuta de todos nós que ficamos a maior parte do tempo fazendo projetos e trabalhando na produção, até que nossos projetos sejam viabilizados.
A Graça Cremon apontou para que seja observado também como o grupo trabalha a questão da contrapartida social. Muitos entendem por contrapartida oferecer apresentações gratuitas às escolas da rede pública do município, incluindo CÉUS e outros espaços públicos. Entendemos que essa ação realiza migração de recursos da Secretaria de Cultura para a Secretaria de Educação, além de não permitir aos grupos não-fomentados que vendam, ou ainda, participem da programação desses espaços. Essa preocupação está diretamente ligada à não existência de programas que se debrucem sobre a Formação de Público para o Teatro na cidade. O Moreira recorreu à lei para colocar que a seu objetivo é “apoiar a manutenção e criação de projetos de trabalho continuado de pesquisa e produção teatral visando o desenvolvimento do teatro e o melhor acesso da população ao mesmo.” Lembrou, ainda, que um grupo novo pode ser contemplado com o Fomento, desde que comprometido com continuidade.A Gabriela Rabelo trouxe esclarecimentos (praticamente um mimo) sobre a palavra fomentar que, segundo pesquisa feita por ela no dicionário, vinha de friccionar um líquido quente
sobre a pele, e que só depois, tomou o sentido que conhecemos hoje. Para ilustrar, trouxe-nos a pérola: “Se não quis me ouvir, que se fomente!”.Vamos repetir aqui a pérola da Gabi, depois de presenciarmos um debate tão bacana como esse, que nos incentiva a manter a Roda cada vez mais forte, podendo ser capaz de promover estes encontros de pequenas grandes lutas. Então, para os que dizem “Não adianta, as coisas não mudam, não vou perder meu tempo na Roda”, lá vai: “NÃO QUEREM OUVIR...QUE SE FOMENTEM!!!“
O próximo encontro da RODA acontecerá segunda-feira dia 16 de fevereiro de 2009 às 11h na Cooperativa.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
ATA DA REUNIÃO DA RODA DO FOMENTO EM 02/02/09
Na Cooperativa Paulista de Teatro
Presentes:
EGLA MONTEIRO - Cia. dos Solistas
PAULO - Cia. Teatro X
LUIZ CALVO - Cia. Quase Cinema
OSWALDINHO - Cia. Estável de Teatro
SIDNEY NUNES - Dramaturgia
Pautas discutidas:
1- Roda do Fomento como um MOVIMENTO.
Este assunto é tema recorrente na Roda. Há um desejo, expresso nos participantes, de que a Roda assuma-se como MOVIMENTO, devendo ampliar suas articulações e reflexões.
Pensamos que devemos buscar meios de ampliar a participação da categoria teatral.
Só para constar, sempre, a Roda é um movimento democrático e todos estão convidados a participar e se engajar nesta luta por políticas culturais públicas que atendam as necessidades dos grupos e fazedores de um teatro que leve em conta as demandas e urgências do mundo contemporâneo na busca por uma sociedade justa e solidária.
2 - Reunião com a comissão eleita para selecionar os projetos do Fomento em sua primeira edição de 2009.
Na maior parte deste encontro ficamos discutindo e levantando as reivindicações dos grupos em relação às observações que eles desejam que a comissão leve em conta para análise dos projetos, no sentido de preservar os objetivos da Lei de Fomento. Muitas falas consideram que a preocupação com o “formato”, com a “aparência” dos projetos, está fazendo com que o Fomento perca sua essência, deixando de ser uma alternativa de, inclusive, fazer com que a própria maneira de apresentar os projetos, revele o modo mesmo de procedimentos que o grupo ou núcleo utiliza para pensar seu trabalho artístico.
A excessiva burocratização que o edital passou a exigir, já foi uma grande perda no sentido da originalidade da Lei também em relação ao modo de apresentar o projeto.
Foram levantadas as seguintes questões para serem postas à comissão:
- Que, em essência, quando a Lei foi criada, ela nasceu para atender, justamente, grupos de ação continuada, cujos projetos apresentados deverão estar em relação com suas pesquisas e trajetórias;
- Que o orçamento seja avaliado em relação direta com a proposta e não desvinculada da proposição;
- Que os cortes, se realmente necessários, sejam de, no máximo, 10%, e que sejam rateados entre o total dos projetos selecionados;
- Que se a um projeto se exigir corte de 50% de seu valor, este projeto não merece nem ser aprovado;
3 - A necessidade de nos organizarmos para o dia 27 de março é um assunto urgente.
Precisamos nos alinhar aos outros movimentos, como Redemoinho e Movimento de Teatro de Rua, na tentativa de, unidos, ficarmos fortes para uma manifestação pública que envolva atos políticos e bom teatro para a população desta cidade que tanto precisa de poesia, quer dizer, TEATRO!
Foi ressaltado também o fato de começarmos a pensar em nossa participação no PRIMEIRO DE MAIO, como trabalhadores que somos, ao lado das outras tantas categorias.
Próximo encontro na Cooperativa Paulista de Teatro ás 14:00 hs para reunião com a nova comissão do fomento.
Se o artista não se envolver, a História andará devagar.
RODA DO FOMENTO.
Presentes:
EGLA MONTEIRO - Cia. dos Solistas
PAULO - Cia. Teatro X
LUIZ CALVO - Cia. Quase Cinema
OSWALDINHO - Cia. Estável de Teatro
SIDNEY NUNES - Dramaturgia
Pautas discutidas:
1- Roda do Fomento como um MOVIMENTO.
Este assunto é tema recorrente na Roda. Há um desejo, expresso nos participantes, de que a Roda assuma-se como MOVIMENTO, devendo ampliar suas articulações e reflexões.
Pensamos que devemos buscar meios de ampliar a participação da categoria teatral.
Só para constar, sempre, a Roda é um movimento democrático e todos estão convidados a participar e se engajar nesta luta por políticas culturais públicas que atendam as necessidades dos grupos e fazedores de um teatro que leve em conta as demandas e urgências do mundo contemporâneo na busca por uma sociedade justa e solidária.
2 - Reunião com a comissão eleita para selecionar os projetos do Fomento em sua primeira edição de 2009.
Na maior parte deste encontro ficamos discutindo e levantando as reivindicações dos grupos em relação às observações que eles desejam que a comissão leve em conta para análise dos projetos, no sentido de preservar os objetivos da Lei de Fomento. Muitas falas consideram que a preocupação com o “formato”, com a “aparência” dos projetos, está fazendo com que o Fomento perca sua essência, deixando de ser uma alternativa de, inclusive, fazer com que a própria maneira de apresentar os projetos, revele o modo mesmo de procedimentos que o grupo ou núcleo utiliza para pensar seu trabalho artístico.
A excessiva burocratização que o edital passou a exigir, já foi uma grande perda no sentido da originalidade da Lei também em relação ao modo de apresentar o projeto.
Foram levantadas as seguintes questões para serem postas à comissão:
- Que, em essência, quando a Lei foi criada, ela nasceu para atender, justamente, grupos de ação continuada, cujos projetos apresentados deverão estar em relação com suas pesquisas e trajetórias;
- Que o orçamento seja avaliado em relação direta com a proposta e não desvinculada da proposição;
- Que os cortes, se realmente necessários, sejam de, no máximo, 10%, e que sejam rateados entre o total dos projetos selecionados;
- Que se a um projeto se exigir corte de 50% de seu valor, este projeto não merece nem ser aprovado;
3 - A necessidade de nos organizarmos para o dia 27 de março é um assunto urgente.
Precisamos nos alinhar aos outros movimentos, como Redemoinho e Movimento de Teatro de Rua, na tentativa de, unidos, ficarmos fortes para uma manifestação pública que envolva atos políticos e bom teatro para a população desta cidade que tanto precisa de poesia, quer dizer, TEATRO!
Foi ressaltado também o fato de começarmos a pensar em nossa participação no PRIMEIRO DE MAIO, como trabalhadores que somos, ao lado das outras tantas categorias.
Próximo encontro na Cooperativa Paulista de Teatro ás 14:00 hs para reunião com a nova comissão do fomento.
Se o artista não se envolver, a História andará devagar.
RODA DO FOMENTO.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
ATA DE REUNIÃO DA RODA DO FOMENTO EM 26/01/09
Presentes:
RUDI - Cia. Redimunho
EGLA MONTEIRO - Cia. De Solistas
OSVALDO PINHEIRO - Cia. Estável
RENATA ADRIANA - Cia. Antropofágica
JOSÉ RENATO - Casa da Comédia
NEY PIACENTINI - CPT
LUIZ CALVO - Cia. Quase Cinema
MAURO - (Cariri) Grupo humanos, espaços, tempo.
PEDRO MANTOVANI - Sociedade Baderna de Teatro
PAULO FABIANO - Cia. Teatro X
SIDNEY NUNES
1- Roda do Fomento
1.1- Reflexão sobre a Lei do Fomento.
1.2- Reflexão da roda como Movimento e não como grupo de reflexão sobre a lei.
2- Verificar os eleitos para a comissão.
3- Marcar debate com a comissão para dia 09/02 às 14h na Cooperativa.
4- Para o próximo encontro trazer questionamentos que iremos trocar com a nova comissão.
5- Rudi ( Redimunho ) ficou de fornecer uma lista de todos os vereadores para verificarmos quais os que poderão estar mais receptivos aos nossos interesses.
6- Pensar no Dia 27 de março e trazer propostas, assim como articular de forma conjunta com os Movimentos Teatro de Rua e, Redemoinho.
7- Buscar articular outras categorias para o dia 27, nos organizarmos como trabalhadores de fato.
8- SIDNEY ficou de ir a SMC ver os nomes dos eleitos para a comissão:
Indicados pela SMC:
Isaias do Vale Almada (PRESIDENTE)
Cássio Pires
Carminda Mendes André
Evaristo Martins de Azevedo
Nomes indicados pelas entidades para votação no dia 02 e 03/02/09:
Associação Paulista dos Críticos de Arte
Edgar Olímpio de Souza
Cooperativa Paulista de Teatro:
Gabriela C.Rabelo Amadeu
Luiz Amorim
Tche Vianna
Sindicato dos Artistas e Técnicos – SATED: afael Roso Righini
Karen Domien Mellone
Ingrid Dormien Koudela
Observação:
- A votação se dará em 02 e 03/02 e dia 06 ou 07/02 levarão os projetos para leitura tendo a obrigação de devolvê-los em até 30 dias.
- A SMC pretende se reunir com a comissão entre os dias 10 e o dia 12/02, logo nosso encontro com eles só poderia ser dia 09/02
- O Rubens de Moura pediu demissão e saiu de férias, só se saberá o nome do novo indicado após o dia 09/02.
- A realização de um próximo seminário só poderá ser cogitado para meados de Março, isso depois de sabermos quem será o novo diretor, assim como saber se ele manterá as conversações tiradas com o Rubens.
- A Egla ficou responsável de procurar a carta que lemos para a última comissão do fomento para atualizarmos.
O próximo encontro da RODA será segunda-feira dia 02 de fevereiro de 2009 às 11h na Cooperativa.
RUDI - Cia. Redimunho
EGLA MONTEIRO - Cia. De Solistas
OSVALDO PINHEIRO - Cia. Estável
RENATA ADRIANA - Cia. Antropofágica
JOSÉ RENATO - Casa da Comédia
NEY PIACENTINI - CPT
LUIZ CALVO - Cia. Quase Cinema
MAURO - (Cariri) Grupo humanos, espaços, tempo.
PEDRO MANTOVANI - Sociedade Baderna de Teatro
PAULO FABIANO - Cia. Teatro X
SIDNEY NUNES
1- Roda do Fomento
1.1- Reflexão sobre a Lei do Fomento.
1.2- Reflexão da roda como Movimento e não como grupo de reflexão sobre a lei.
2- Verificar os eleitos para a comissão.
3- Marcar debate com a comissão para dia 09/02 às 14h na Cooperativa.
4- Para o próximo encontro trazer questionamentos que iremos trocar com a nova comissão.
5- Rudi ( Redimunho ) ficou de fornecer uma lista de todos os vereadores para verificarmos quais os que poderão estar mais receptivos aos nossos interesses.
6- Pensar no Dia 27 de março e trazer propostas, assim como articular de forma conjunta com os Movimentos Teatro de Rua e, Redemoinho.
7- Buscar articular outras categorias para o dia 27, nos organizarmos como trabalhadores de fato.
8- SIDNEY ficou de ir a SMC ver os nomes dos eleitos para a comissão:
Indicados pela SMC:
Isaias do Vale Almada (PRESIDENTE)
Cássio Pires
Carminda Mendes André
Evaristo Martins de Azevedo
Nomes indicados pelas entidades para votação no dia 02 e 03/02/09:
Associação Paulista dos Críticos de Arte
Edgar Olímpio de Souza
Cooperativa Paulista de Teatro:
Gabriela C.Rabelo Amadeu
Luiz Amorim
Tche Vianna
Sindicato dos Artistas e Técnicos – SATED: afael Roso Righini
Karen Domien Mellone
Ingrid Dormien Koudela
Observação:
- A votação se dará em 02 e 03/02 e dia 06 ou 07/02 levarão os projetos para leitura tendo a obrigação de devolvê-los em até 30 dias.
- A SMC pretende se reunir com a comissão entre os dias 10 e o dia 12/02, logo nosso encontro com eles só poderia ser dia 09/02
- O Rubens de Moura pediu demissão e saiu de férias, só se saberá o nome do novo indicado após o dia 09/02.
- A realização de um próximo seminário só poderá ser cogitado para meados de Março, isso depois de sabermos quem será o novo diretor, assim como saber se ele manterá as conversações tiradas com o Rubens.
- A Egla ficou responsável de procurar a carta que lemos para a última comissão do fomento para atualizarmos.
O próximo encontro da RODA será segunda-feira dia 02 de fevereiro de 2009 às 11h na Cooperativa.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
MANIFESTA FOMENTO
TEXTO DE ABERTURA
ENCONTRO DE GRUPOS FOMENTADOS, NÃO FOMENTADOS E MOVIMENTOS TEATRAIS
A *RODA DO FOMENTO* é um movimento de coletivos teatrais e profissionais da área que ajudam compreender a *LEI DO FOMENTO*, acompanhando prazos , orçamentos, editais e outras leis. É também sua atribuição o estudo desta lei com o objetivo de aperfeiçoá-la e ampliá-la. Herdamos esta luta de outro movimento, o *ARTE CONTRA A BARBÁRIE*, que através da luta foi o responsável pela construção da referida lei.
Cumprindo, então, essas atribuições de ser um movimento de coletivos que ajudam a gerir a *LEI DO FOMENTO*, a *RODA* identificou a sobra de recursos referentes à última edição do fomento. Diante disso e sabendo que o dinheiro que não é utilizado retorna aos cofres públicos, o movimento apresentou à Secretaria Municipal de Cultura uma relação de propostas que poderiam ser realizadas com a sobra desses recursos, afinal não podíamos aceitar que um dinheiro tão precioso e conquistado com tanta luta retornasse aos cofres públicos, com tanta coisa precisando ser feita.
A Secretaria não conseguiu nos dar uma resposta em tempo hábil. Ainda estávamos esperando uma posição, quando o diretor da secretaria de cultura Sr. Rubens de Moura procurou a *RODA* para comunicar que havia verba para realização de um seminário ainda neste mês de dezembro. A *RODA*, entendeu que era impossível articular o seminário, pois não havia ninguém com disponibilidade de assumi-lo. Outro motivo também considerado foi o fato de muitos grupos estarem promovendo atividades com esse formato em seus espaços, que coincidiriam com a agenda proposta pela Secretaria.
Em reunião, a *RODA* propôs, então, para o Sr. Rubens de Moura, promover um encontro entre os grupos fomentados, grupos não fomentados e os movimentos teatrais, para partilharem, junto com a Secretaria, as experiências de 2008 e, ao mesmo tempo, iniciarem um diálogo na tentativa de construir ações de interesse comum para o ano de 2009, já que constatamos que muitos dos grupos não fazem idéia das práticas que ocorrem entre si.
Ao propor à Secretaria esta possibilidade de encontro entre fomentados, não fomentados e demais movimentos teatrais, a *RODA *apenas explicitou um desejo, colocado de forma recorrente em várias de suas reuniões por grande parte dos coletivos que passaram por ela, de abertura de um espaço propício para integração e reflexão, onde pudéssemos exercitar um olhar crítico sobre o nosso discurso e a nossa práxis, sob a perspectiva de um ponto de vista artístico/político, visando compartilhar experiências, desenvolver idéias, levantar bandeiras conjuntas e construir estratégias capazes de nos fazerem avançar nesta luta pela construção de políticas públicas que assegurem o
financiamento a um teatro que leve em conta a população da cidade e o acesso democrático a ele.
Dando continuidade ao seu trabalho, a *RODA* pensa em propor para o ano de 2009:
- Criação de uma nova lei para manutenção dos núcleos estáveis;
- Criação de uma nova lei para circulação.
- Um fanzine (veículo) que possibilite informes da *RODA* e de outros
movimentos;
- Articulação da categoria para o dia 27 de Março;
- A participação em bloco dos trabalhadores de teatro, que é como nos enxergamos, nos movimentos de 1° de maio, entre outros movimentos;
- O investimento na politização da categoria para que possamos levantar bandeiras capazes de transformar as necessidades culturais do país.
Importante lembrar, sempre, que a *RODA* é um espaço aberto para todos aqueles que acreditam que só a luta política é capaz de mudar a História e nos tornar sujeitos dela. Não é necessário lembrar que exclusão econômica que vivemos hoje é uma das maiores ditaduras camufladas.
E para finalizar, lembramos o trecho de uma canção de Geraldo Vandré, muito conhecida daqueles que viveram os anos de chumbo impostos pela ditadura militar, que bem nos poderia servir de inspiração, nestes tempos de gente tão descrente em relação à participação política, como forma de transformar o mundo:
"*QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!" *
Obrigado.
RODA DO FOMENTO
ENCONTRO DE GRUPOS FOMENTADOS, NÃO FOMENTADOS E MOVIMENTOS TEATRAIS
A *RODA DO FOMENTO* é um movimento de coletivos teatrais e profissionais da área que ajudam compreender a *LEI DO FOMENTO*, acompanhando prazos , orçamentos, editais e outras leis. É também sua atribuição o estudo desta lei com o objetivo de aperfeiçoá-la e ampliá-la. Herdamos esta luta de outro movimento, o *ARTE CONTRA A BARBÁRIE*, que através da luta foi o responsável pela construção da referida lei.
Cumprindo, então, essas atribuições de ser um movimento de coletivos que ajudam a gerir a *LEI DO FOMENTO*, a *RODA* identificou a sobra de recursos referentes à última edição do fomento. Diante disso e sabendo que o dinheiro que não é utilizado retorna aos cofres públicos, o movimento apresentou à Secretaria Municipal de Cultura uma relação de propostas que poderiam ser realizadas com a sobra desses recursos, afinal não podíamos aceitar que um dinheiro tão precioso e conquistado com tanta luta retornasse aos cofres públicos, com tanta coisa precisando ser feita.
A Secretaria não conseguiu nos dar uma resposta em tempo hábil. Ainda estávamos esperando uma posição, quando o diretor da secretaria de cultura Sr. Rubens de Moura procurou a *RODA* para comunicar que havia verba para realização de um seminário ainda neste mês de dezembro. A *RODA*, entendeu que era impossível articular o seminário, pois não havia ninguém com disponibilidade de assumi-lo. Outro motivo também considerado foi o fato de muitos grupos estarem promovendo atividades com esse formato em seus espaços, que coincidiriam com a agenda proposta pela Secretaria.
Em reunião, a *RODA* propôs, então, para o Sr. Rubens de Moura, promover um encontro entre os grupos fomentados, grupos não fomentados e os movimentos teatrais, para partilharem, junto com a Secretaria, as experiências de 2008 e, ao mesmo tempo, iniciarem um diálogo na tentativa de construir ações de interesse comum para o ano de 2009, já que constatamos que muitos dos grupos não fazem idéia das práticas que ocorrem entre si.
Ao propor à Secretaria esta possibilidade de encontro entre fomentados, não fomentados e demais movimentos teatrais, a *RODA *apenas explicitou um desejo, colocado de forma recorrente em várias de suas reuniões por grande parte dos coletivos que passaram por ela, de abertura de um espaço propício para integração e reflexão, onde pudéssemos exercitar um olhar crítico sobre o nosso discurso e a nossa práxis, sob a perspectiva de um ponto de vista artístico/político, visando compartilhar experiências, desenvolver idéias, levantar bandeiras conjuntas e construir estratégias capazes de nos fazerem avançar nesta luta pela construção de políticas públicas que assegurem o
financiamento a um teatro que leve em conta a população da cidade e o acesso democrático a ele.
Dando continuidade ao seu trabalho, a *RODA* pensa em propor para o ano de 2009:
- Criação de uma nova lei para manutenção dos núcleos estáveis;
- Criação de uma nova lei para circulação.
- Um fanzine (veículo) que possibilite informes da *RODA* e de outros
movimentos;
- Articulação da categoria para o dia 27 de Março;
- A participação em bloco dos trabalhadores de teatro, que é como nos enxergamos, nos movimentos de 1° de maio, entre outros movimentos;
- O investimento na politização da categoria para que possamos levantar bandeiras capazes de transformar as necessidades culturais do país.
Importante lembrar, sempre, que a *RODA* é um espaço aberto para todos aqueles que acreditam que só a luta política é capaz de mudar a História e nos tornar sujeitos dela. Não é necessário lembrar que exclusão econômica que vivemos hoje é uma das maiores ditaduras camufladas.
E para finalizar, lembramos o trecho de uma canção de Geraldo Vandré, muito conhecida daqueles que viveram os anos de chumbo impostos pela ditadura militar, que bem nos poderia servir de inspiração, nestes tempos de gente tão descrente em relação à participação política, como forma de transformar o mundo:
"*QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!" *
Obrigado.
RODA DO FOMENTO
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